sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Top 5

Aqui vai minha lista dos 5 melhores filmes que vi em 2007, ela poderia ser diferente se tantos filmes que eu quisesse ter visto tivessem passado no Brasil, ou pelo menos em algum lugar mais fácil pra eu ver além de festivais, ou pelo menos na minha cidade que não passa nada existem tantas obras que estou doido para assistir ( Onde os Fracos Não Tem Vez; Sangue Negro; Conduta de Risco; Na Natureza Selvagem; 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias; entre outros).

1º- O Cheiro do Ralo: Segundo filme consecutivo arrasador de Heitor Dhalia (antes fora o brilhante "Nina"), um homem apaixonado por uma bunda, os diálogos mais ácido do cinema brasileiro, uma interpretação espetacular de Selton Mello transformam esse não apenas no melhor filme de 2007, como no meu filme preferido do ano.

2º- Zodíaco: David Fincher merecia ter sido reconhecido como brilhante faz tempo, tem no mínimo 2 obras-primas em sua carreira ( "Seven" e "Clube da Luta") e por que não dizer que ele entrega sua terceira com esse filme que não mostra a vida de um serial-killer nem suas motivações, não o estudamos, nessa obra estudamos os efeitos causados por ele nos envolvidos que buscam desvendar seus crimes e sua identidade. Cobrindo diversas décadas o filme mostra os efeitos devastadores que o assassino causou na vida não apenas de suas vítimas, mais nos homens empenhados em captura-lo. Brilhante.

3º- Tropa de Elite: Um dos filmes mais polêmicos do ano, sucesso de pirataria e de bilheteria, foi ridiculamente condenado de filme fascista quando sua mensagem é claramente o oposto disso, dirigido de forma soberba por José Padilha (do também maravilhoso "Ônibus 174"), editado pelo sempre genial Daniel Rezende ( "Cidade de Deus") e com uma atuação diga de todos os prêmios do mundo de Wagner Moura.

4º- Ratatouille: A Pixar não erra mesmo, podemos contar todo ano com uma obra espetacular desse estúdio, e as aventuras do ratinho Remy em busca de realizar seu sonho de ser um chef em Paris. Brad Bird (diretor do melhor filme da Pixar "Os Incríveis") realiza um filme animado que não deve nada aos filmes de carne e osso de 2007, e de brinde nos entrega o personagem mais adorável do ano.

5º- Taxidermia: Intenso, perturbador, assustador, cativante não são adjetivos o suficiente para dizer sobre esse filme que cobre a vida de uma família durante 3 gerações, que passam por um homem que dispara fogo com seu pênis, a um casal de obesos que disputa torneios de quem "consegue comer mais rápido" até um taxidermista, sem jamais se intimidar o diretor György Pálfi faz questão de mostrar as cenas mais fortes e gráficas do filme sem esconder nada do espectador, somente os movimentos de câmera em 360º graus que ele realiza já valem o preço do ingresso. Um filme muito corajoso sem sombra de dúvidas.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Absurdos do dia a dia

Depois não sabem por que as pessoas estão cada vez mais descrentes na Igreja...

http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI2270500-EI8139,00.html

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Síndrome de Joel Barish

"Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças" é um dos meus filmes preferidos, adoro tudo sobre o filme, desde o tom, passando pela música, as atuações, a direção, mais existe algo nele que me faz levar esse filme para um lado mais pessoal e isso talvez seja o personagem de Joel Barish (interpretado brilhantemente por Jim Carrey), me identifico com sua insegurança, sua carência. Mais depois de recentes eventos, algo ainda maior me aproxima dele, algo que eu já havia notado antes mais tinha resolvido ignorar, mais que agora não da mais, esta escancarado, óbvio diante dos olhos de todos e diante aos meus também, pode ser encarado como um problema e talvez seja mesmo, ao mesmo tempo que quero e penso em fugir disso, gosto de certos aspectos da coisa, gosto de algumas coisas que ela tras, e enquanto eu penso e analiso tudo, o pensamento de fugir fica estagnado por um simples motivo...o sorriso dela!

"Por que me apaixono por qualquer garota que me dá o mínimo de atenção?"
Joel Barish

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

2008 e filmes!!

Meu primeiro post do ano será o últimos por uns 10 dias..já que viajarei então!!
nada melhor então do que falar do mais recente filme que eu vi...(SPOILERS)

O Albergue parte 2

Confissão: Gostei do primeiro filme, seu clima, suas sequências que realmente aterrorizavam, não acho que seja um novo clássico do gênero porém acho um filme eficiente de horror, e é gore, e eu adoro isso.
O filme começa onde terminou o primeiro, nos revelando o destino do sobrevivente Paxton. O filme comete seu primeiro erro para mim nesse ponto, depois de uma tensa cena em um hospital onde ele é morto, descobrimos se tratar de um sonho, o que é sempre ruim, é um susto gratuito que não adiciona nada a nada, e a morte dele depois de acordar não tem o mesmo impacto da cena anterior, o que nem preciso dizer, é chato.
Logo depois somos apresentados a 3 amigas que fazem uma viagem pela europa, não atrás de sexo como os rapazes do primeiro filme, mais sim atrás de cultura e também diversão, elas se envolvem em uma confusão em um trem e são salvas por uma das modelos de uma aula de pintura que fizeram, essa modelo logo revela que vai para um SPA na Eslovaquia, e as 3 decidem ir junto após fazerem amizade. Nesse ponto já sacamos quem é vilão ou não já que não existe o elemento surpresa do primeiro filme, então um dos trunfos do diretor Eli Roth é nos mostrar como funciona a "Indústria de Assassinatos", porém ele faz uma pidadinha com um leilão de garotas para assassinar que é uma péssima tentativa de fazer humor, de muito mau gosto. Depos do leilão também acompanhamos os vencedores dos lances mais altos, dai temos histórias paralelas dos assassinos e das vítimas o que também conta pontos a favor do filme, consegumos nos identificar com um deles que não tem certeza de estar ali e sua atuação (o ator Roger Bart) é ótima e torcemos para ele decidir não prosseguir com isso, sentimos sua angústia.
O filme ainda possui uma cena de plágio descarado do filme "Cidade de Deus" onde vários garotos tem uma arma apontada para eles e eles escolhem um para morrer, me dececpiona o diretor Eli Roth não mencionar a obra-prima de Fernando Meirelles, já que a ligação das duas cenas é óbvia. E nem preciso dizer que no filme brasileiro ela é 1000 mais eficiente, a obra do americano não provoca um décimo do impacto que provoca nosso filme.
No quesito sangue o filme não decepciona os fãs de gore como eu, muitos jorros de sangue acontecem no filme, e uma cena de castração no final é especialmente chocante e gráfica, porém dessa vez o filme funciona menos, é interessante ver os aspectos detalhados do lugar, mais sem o elemento surpresa parece que nada funciona, a história é desgastada e não muito interessante, mesmo sendo protagonistas mulheres em busca de outras atrações, parece desculpa pra muito sangue, o que é verdade, era assim no primeiro filme, mais agora parece ser mais.
O filme ainda tem um final também chocante e moralmente questionavel, será estranho alguém comemorar um final assim, mais, tem gente pra tudo..o final não revelo, deixo de surpresa para vocês.

è isso por agora..até a volta todas vocês leitores do blog, que devem ser 2 pessoas!!!