quinta-feira, 29 de novembro de 2007

TV Realidade

todos adoramos falar mal de reality shows, é gostoso descer o cacete nesses programas que não acrescentam nada a nada, porém existe algo dentro da gente que nos faz assistir essas porcarias com as desculpas deu que estávamos apenas trocando de canal, ou que assistimos por que alguém falou que era realmente ruim, ou ainda, que assistimos para depois poder ter certeza da péssima qualidade da TV hoje em dia.
Mais o fato é que assim que nossos olhos caem nesses programas, pronto, fomos fisgados e não desgrudamos mais, não importa se estamos diante de um programa que mostra gays sendo humilhados por padres, se mostra anões em busca de um amor, se mostra como é díficil ser gente grande nos dias de hoje. Não importa o quanto seja repulsivo certos conceitos, ou como eles humilham seus "participantes", estamos viciados e não desligamos mais a TV, e claro, falamos muito mal disso depois.
Assisto reality shows, porém tenho minhas preferências, não gosto do encontro dos sarados com as gostosas e suas fofocas adolescentes no Big Brother, mais gostava de "No Limite", nele as pessoas ao menos faziam alguma coisa, além de serem vigiados por câmeras, eles não tinham festas para ficarem bêbados para gerar audiência.
Também gosto de "O Aprendiz", universitários em busca de empregos em tarefas inteligentes, bem vestidos, em sua maioria eloquentes.

Outros bons reality shows que eu gosto são: "Pesca Mortal", "Miami Ink", "American Idol", "On The Lot", "Project Greenlight" e por que não "America's Next Top Model".

Alguns dos programas citados já foram cancelados.

domingo, 18 de novembro de 2007

Analisando Shakespeare

Esse sábado logo após a aula de teatro nos reunimos na casa do nosso diretor/professor Dirceu para estudar um pouco e analisarmos o maior autor de teatro de todos os tempos William Shakespeare, para fazer isso passamos em uma locadora para alugar 2 filmes baseados em sua obra, inicialmente tinhamos em mente discutir "Hamlet" porém os filmes baseados nessa peça são em sua maioria longos incluindo versões de 4 horas de duração, resolvemos nos ater ao básico assistindo as 2 versões de "Romeu e Julieta", a primeira de 1968 dirigida pelo italiano Franco Zeffirelli e a segunda de 1996 dirigida pelo australiano Baz Luhrmann.
Depois de assistirmos aos dois filmes fomos comentando as escolhas dos diretores e as mudanças em relação a obra original e descobrimos por que o filme de 1968 possui tanto mais força, essa força é sem sombra de dúvidas o casal principal interpretados por Leonard Whiting e Olivia Hussey que seguem a risca o que é mais forte no texto original, a ingenuidade do casal, que afinal de contas são dos adolescentes na casa dos 14 anos, Hussey em particular nos conquista com sua meiguice e muitas de suas atitudes realmente refletem como uma adolescente dessa idade agiria, Whiting também não procura amadurecer seu personagem e aqui enxergamos um jovem casal apaixonado.
No filme de 1996 isso não acontece, ao optar por fugir da ingenuidade adolescente do casal o diretor Luhrmann e os atores Leonardo Dicaprio e Claire Danes (atores que eu admiro muito) não ganham a simpatia total do público e o romance dos dois fica mais adulto e logo menos apaixonante para assistirmos, não nos encantamos com os atos do casal e não celebramos tanto assim seu amor como no filme de 68. E logo também não sofremos tanto com o destino dos amantes.
Porém essa não é a única vantagem do filme Zeffirelli, que possui cenas muito mais eficazes, como a maravilhosa e espetacular cena do balcão que no seu filme faz toda a platéia suspirar com as declarações apaixonadas escritas de maneira brilhante por Shakespeare e é isso que evita o desastre total da mesma cena do outro filme que ainda por cima coloca uma piscina no meio de tudo e perde o lirismo que é necessário. Mais o filme de Luhrmann tem suas vantagens, poucas, mais tem, os atores que interpretam Mercucio e Tebaldo são superiores e todo a sequência que leva a fuga de Romeu beira a perfeição, incluindo o duelo de Mercucio e Tebaldo e a eventual morte de ambos. Também devo dizer que gosto do clima faroeste nos duelos que substituem espadas por armas de fogo, nada mais apropriado, falando em duelos, as coreografias do filme de 68 são fraquíssimas.
Mais no final não sofremos com o casal de Dicaprio e Danes, não derramamos as lágrimas, que jorram com Whiting e Hussey e esse é o grande pecado da produção. O fato é que conhecemos a obra de Shakespeare, sabemos como tudo termina, e mesmo quem não sabe descobre na abertura já que isso é dito de forma explícita no texto da peça e dos filmes.

"A capa tenho da noite para deles ocultar-me. Basta que me ames, e eles que me vejam! Prefiro ter cerceada logo a vida pelo ódio deles, a ter morte longa, faltando o teu amor."

Peça: Romeu e Julieta

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Devaneios junto as estrelas

3:32 da madrugada e pela segunda noite consecutiva eu enfrento alguns problemas para desacelerar minha cabeça o suficiente para conseguir dormir, muitas coisas passeiam pelo meu cérebro agora e é difícil sumir assim com essas coisas, se ontem foi mais o pensamento sobre algo não diretamente ligado a mim, hoje é totalmente ligado a mim e minhas neuras, minhas pseudo-crises e meus pseudo-problemas que não são tão grandes assim, avaliados por fora e por outras pessoas claro, para mim é um tsunami, apesar de saber reconhecer que ninguém se importa com isso a não ser eu.
Dia 17 de Novembro é um dia especial por que eu lembro de alguém, eu sempre lembro dessa pessoa na verdade mais hoje não sou apenas eu quem me lembro dela e por isso meu comentário, já se foram 4 anos desde a primeira vez que vi essa pessoa e mesmo assim tudo continua funcionando como um turbilhão dentro de mim, que em nenhum momento pensa em descançar, sim, encontrei 3 pessoas no caminho que por pouco fizeram tudo isso ir embora, mais quis o destino ( que eu não acredito) que essas pessoas também no fim representassem mais 3 fracassos na minhda vida, e se uma pessoa fracassa tanto assim não pode ser culpa de mais ninguém a não ser dela mesma não é?
Dessas 3 pessoas uma ainda mexe forte comigo e vai continuar mexendo para sempre. Então descobrimos que na verdade 2 pessoas hoje fazem meus pensamentos irem para longe, e essa distância enorme também me afasta da realidade que eu poderia conquistar, essa realidade está distante, então eu fico aqui de madrugada pensando em coisas irreais, escrevendo coisas sem importância em busca de uma pseudo-resposta que provavelmente deve estar diante dos meus olhos, porém minhas viagens me fazem não enxergar o que está logo ali, e me faz querer buscar algo que esta inatingível.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Me diz...

Por que nossa obsessão em sermos amados nos faz ficar cegos para todo o resto que está ao nosso lado? Será que realmente vale a pena passar por um incrivel sofrimento gratuito em troca de algo que se for analisado direito no futuro não terá valido a pena. È realmente necessário que aguentemos uma briga crônica a cada 2 meses em que rolaram lágrimas, em que passaremos noites em claro apenas por que temos uma certa ilusão sobre o amor romântico, sobre aquela pessoa que nos completa.
È mais fácil aceitar um erro que é cometido pelo primeira vez, mais nosso amor pela outra pessoa jamais pode superar o que sentimos por nós mesmos, e isso pode soar como uma bobagem de auto-ajuda mais é verdade, o que vai interessar no final de tudo é que você pode ter um ano maravilhoso sozinho, ao invés de bons 3 meses intercalados com outros 9 de brigas e desilusões.
Quero entender por que parecemos gostar tanto disso, será que em 30 anos teremos esquecido dos 9 meses ruins e lembraremos com carinho apenas dos bons 3 meses ou teremos apagado tudo sobre essa experiência, sobre esse amor? As horas em claro fitando o teto e visualizando o rosto da pessoa amada e mantendo um sorriso tímido no nosso rosto vão trazer um certo calor para nós mesmo que aquela pessoa pode estar no mesmo momento com outra dividindo o que vcoês acha que jamais seria dividido a não ser com você?
Sofrer faz parte da vida, precisamos disso para amadurecer e entender todo o resto, mais devemos procurar por algo que exista mais a possibilidade de alegrias, de algo mais saudável, ou será que gostamos de sentir aquela dor? Será que é ela que pode nos fazer sentir vivo?

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Piada chata

Quando algo vira fenômeno é inevitável que logo se torne motivo de sátiras e piadas, faz parte. Geralmente boas piadas surgem, mais as vezes, somente as vezes as piadas se desgastam muito rápido, e é justamente isso que acontece com todas as piadas envolvendo o filme "Tropa de Elite", 2 milhões de pessoas já viram no cinema fora os outros milhões que ja haviam visto a versão pirata, de uns tempos para cá, todos os programas de humor vem apostando alto nas sátiras do capitão Nascimento e nas frases do filme que já fazem parte da cultura pop, se ver isso pela primeira vez foi engraçado, o número de vezes que isso aparece na TV agora é enlouquecedor, do Casseta e Planeta até o programa do Tom Cavalcante, e como tudo gira em torno das mesmas idéias, depois de 2 ou 3 vezes a coisa se torna enfadonha e completamente sem graça, não aguento mais todo dia ver alguma piada envolvendo o filme na TV, já deu, mais enquanto o sucesso do filme estiver na boca do povo teremos que aguentar mais dessas piadinhas que de uns tempos para cá ja nasceram mortas.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Tortura-Pornô


Nos últimos tempos foi criado esse nome para definir um novo gênero de filmes de terror que invadiram as salas de cinema de todo o mundo. Filmes como Jogos Mortais, O Albergue, Captivty e Viagem Maldita estréiam já com a fama de glamorizarem a violência para o público.

Eu não entendo esse novo "gênero", para mim tortura-pornô seria como se quem assistisse o filme ficasse excitado assistindo a obra, ou seja, ao invés de sentir tesão vendo uma bela mulher nua na tela, a pessoa sentiria tesão ao ver um braço sendo arrancado ou alguém sendo estripado, e eu realmente dúvido que esse seja o caso, acho muito difícil algupem se sentir seduzido por esse grau de violência, claro, existem os loucos sedentos por sangue que vibram ao ver esse tipo de filme, mais acho que não é assim com a esmagadora maioria que vê o filme, como disse o diretor Eli Roth (de O Albergue), "existem muitas merdas acontecendo hoje em dia e as pessoa sentem medo, então elas vão ver esses filmes para poderem sentir um medo menos real, elas veêm esse filme para poderem gritar e sentir medo em segurança e também para estravazar o que elas sentes sobre o mundo de hoje".

E eu também acho isso, queremos e até gostamos de sentir esse medo falso, sabemos que assim que o filme terminar aquilo não vai ocorrer com a gente, e dali em diante teremos medo da violência real dos nossos dias.


Disse tudo isso para falar sobre "Jogos Mortais 4" que vi essa semana, sou um fã da série, gostei do primeiro e como ele pegou todo mundo de surpresa, o segundo já não me agradou tanto, já o terceiro deu um fôlego novo a série, fôlego esse que já está no fim depois desse quarto capítulo, que tenta costurar muitas coisas vistas nos exemplares anteriores mais que depois de analisado não faz o menor sentido deixando verdadeiras crateras na lógica do filme, é só pensar por 10 segundos e a gente descobre que existem boas idéias espalhadas aqui e ali, mais que no final das contas tudo foi escrito com a intenção de surpreender mais que isso dificilmente acontece já que tudo foi jogado e tratado pelo roteiro de forma ridícula. Fora isso a série mantém seu padrão de violência ultra-realista já iniciando com uma fortissima cena de necrópsia, e depois disso ainda temos o de sempre, pessoas desmembradas, cabeças esmagadas e o corpo humano mostrando como é frágil.

Aguardemos o inevitável e já confirmado "Jogos Mortais 5" que trará mais respostas sem sentido que buscaram amarrar o que vimos aqui, mais isso é desleal com o público que pagou para ter respostas agora, ficar brincando de mistérios assim é ridículo.

Até o próximo Halloween Jigsaw.